Muita gente vem me perguntar se escrever dá dinheiro, se dá pra ficar rico. Confesso que, durante um tempo, pensei muito nisso, mas a realidade está longe de ser essa. A não ser que você consiga ter a sorte de um Paulo Coelho ou J.K. Howling do "Harry Potter". Hoje, obviamente, um pouco mais amadurecida quanto a esse mundo, meu interesse maior é que as pessoas conheçam minha história. Se eu vou ficar rica ou não, não sei. Não interessa! Só sei que quero continuar escrevendo. Cada vez mais!!!
E vc, que quer escrever e me pergunta se dá para ficar rico, se você vai ficar famoso, já começou pelo lado errado. Então, para ajudar essas pobres almas com esses pensamentos, tentei reunir algumas dicas, para quem quer ser um escritor de verdade. Por que só assim, você pode ser tornar um escritor de sucesso ( ou não!!!):
1. Leia muito! Sempre!
2. Ande sempre com um caderno na mão e anote todas as ideias que surgir, mesmo as que sejam ruins. Mesmo ruins, continua sendo uma ideia.
3. Escreva em um ambiente tranquilo, com uma música que combine com a história que está escrevendo. Assim, as ideias surgirão mais rápido e fácil.
4. Um escritor é um ser solitário. Não deixe que ninguém invada seu espaço...
5. Não escreva só por que o seu amigo, tio, tia também escreveram um livro e você achou bonito e quer fazer também. Talvez essa não seja a sua praia. Fica a dica aí!
6. Se esse caminho é o caminho que você quer de verdade e se existe um coração durante sua jornada, não fique triste com os atropelos. Tem hora que desanima, mas no fim, é compensador. E se você ver que esse coração foi embora, nem hesite em abandoná-lo. É hora de fazer outra coisa.
7. Escreva coisas das quais você entenda. Você entendendo, seu leitor também entenderá.
8. Provavelmente, seu 1º livro não será bom e daqui a 10 anos, talvez você sinta vergonha dele.
9. Use e abuse dos sites de relacionamentos (Orkut, Twitter, Facebook, blogs). Eles são o que irão refletir se o seu livro se tornará conhecido ou não.
10. Visualize sua obra como se fosse um filme e tente escrever como se fosse o roteiro de um. Nunca se sabe o dia de amanhã. Mas, não fique pensando nisso. Você pode, e muito, se frustrar.
11. Saiba que investir em um livro, vai dinheiro. Se for pensando que não gastaria dinheiro em divulgar, publicar ou qualquer outra coisa, nem entre nesse mundo.
12. Todo começo é difícil.
E é isso! Espero que com essas dicas, eu tenha ajudado a clarear um pouco mais a mente.
Boa sorte pra quem seguir as dicas!
Love!
Carol Rossetto
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Big Bang: A teoria

Esqueça tudo o que você já ouviu falar sobre nerds, geeks e afins. O seriado nem é tão novo, já está no final da 3ª temporada e indo para a quarta, mas o legal é que descobri faz poucos dias...
Nunca me interessei por física e continuo não me interessando, mas é ou seria basicamente, o assunto da série.
A história conta com quatro personagens completamente inteligentes, sem interesses sociais nenhum. O mundo deles é física, história em quadrinhos, videogames e qualquer aparato que pessoas "normais" não se interessariam.
Mas o legal é que um tem 187 de QI, tem TOC, transtorno bipolar e chega a ser infantil. O outro é dominado pela mãe aos 26 anos, um só consegue falar com mulheres bêbado e outro é um pouco mais normal do que os outros, apaixonado pela vizinha da frente de seu apartamento.
Eu não posso dizer muito, apenas assista. Assisti as 3 temporadas em menos de 1 semana. Me consumiu completamente.
A graça do seriado é não precisa entender de física. Física ali é o que menos importa. Por incrível que pareça.
Se um Emmy de melhor seriado pra você, pouco importa, nem assista. Se um Emmy de melhor ator, não quer dizer nada pra você, nem termine de ler.
O seriado te fará rir muito, muito mesmo. E é de bom gosto, feito por e para pessoas inteligentes...
Aliás, como diz o seriado: "O inteligente é o novo sexy".
O que está esperando pra assistir?
Love!
Carol Rossetto
domingo, 25 de abril de 2010
Alice no mundo de Tim Burton...

Ontem, depois de muita ansiedade e expectativa, fui assistir Alice, no País das Maravilhas" do genial Tim Burton. Já ouvi pessoas falando que o filme não presta, que não tem nada parecido com o original e tem outros que simplesmente gostaram. Apenas isso...
Ok, sou suspeita em falar, já que eu sou apaixonada pelo trabalho do Tim Burton, apaixonada pelo Johnny Deep e não seria novidade em dizer que eu acho que os dois juntos são fantásticos. E ninguém vai me ouvir falando mal de qualquer trabalho dele. Quanto a isso, não sou nada crítica. E, por favor, não me peçam pra fazer isso. É claro que ele já fez filmes que eu não gostei, mas isso é pra outro post.
Pois é, Alice não deveria ser um filme para ser pensado. Mas, saí de lá pensando, sim. Está muito claro que essa Alice é a dele, somente dele e que do Lewis Carroll só ficou o nome.
É um filme que deveria ser infantil, mas ele não consegue tirar a criança que está dentro dele pra fora. Se é que ele tem uma. Ele tentou fazer com que ficasse engraçadinho, mas ele é muito sombrio pra isso. Isso é bom.
Não gostaria de ver o Tim falando para as crianças. Nada contra, mas não.
Muitas vezes, eu achei que estava vendo a mistura de "Edward, mãos de Tesoura" junto com "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça". Só aí, dá a entender que não poderia ser infantil.
E sem contar, que só quem conhece o Tim Burton, sabe que o filme tem muito dele, dos seus medos e aflições. Aí, a gente vê o quanto o filme é delicado e sensível.
E tem a velha discussão sobre ser doido. O Chapeleiro do Johnny é incrível. Sem palavras para falar dele...
A única coisa ruim é que eu assisti dublado e eu ODEIO filme dublado. E se falarem que o filme não tem sentido, é infantil demais, bobo demais, é pq não entende esse universo.
Tim Burton foi muito ousado e não teve medo de fazer. É por isso que eu o admiro tanto e fico imaginando o que mais tem para sair daquela cabeça. Confesso que tenho um pouco de medo. Mas, ansiosa para saber como será o próximo.
Obrigada, Tim! Obrigada mesmo por ser como vc é! Espero muito um dia te encontrar e falar o que você já está cansado de saber.
Bom, quem ainda não assistiu o filme, está esperando o que?
Ah, e pra quem gosta dele, indico um site bem legal: http://www.timburton.com/
Love!
Carol Rossetto
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Expectativa...
Já vai para 8 meses que o "Mensageiro dos Ventos" foi lançado. Que coisa! Quem diria? Muita gente dizia que eu nunca iria conseguir, que tudo isso era só perda de tempo e mais outras baboseiras que eu ouvi e ainda ouço. Quando lancei, achei que ninguém iria gostar, comentar, comprar ou qualquer coisa do tipo. Pois é, engano meu...
Ainda é um tímido começo. Árduo, mas nada que eu pense em desistir, como pensei muitas vezes. Ter um sonho é fácil, levá-lo adiante é a coisa mais complicada do mundo. De repente, pode demorar, mas tudo no fim é mais gostoso...
Como eu disse, a saga "Mensageiro" é uma trilogia. Por enquanto ( se eu não resolver mudar de ideia), mas a principio será. Mas, só quero dizer que o 2º livro está quase pronto. Espero eu, que no final de abril, eu termine.
E, confesso, sempre dá uma dorzinha no coração de terminar qualquer história. Principalmente essa, que demorei 2 anos e meio pra concluir e que está tão diferente do 1º livro.
A essência é a mesma, alguns personagens são os mesmos, mas completamente diferente nas ideias e no pensamento. É um livro mais denso, mais maduro, mais adulto.
O 1º sempre é o 1º e nesse segundo, tudo ficou mais encorpado. Talvez a familiaridade com os personagens tenha ficado mais fácil. Agora, é uma coisa mais séria.
Sabe quando tudo começa com um hobby e quando você vê já está trabalhando de verdade pra aquilo acontecer?
Pois é, e já estou pensando em como será o terceiro. Eu sinto um vazio quando penso em despedidas. Talvez eu não queira me despedir dele...
E podem ir se preparando para coisas diferentes; não sou adepta dos finais felizes.
O Mensageiro dos Ventos virou meu projeto de vida. Logo, ele completa 10 anos. Falta pouco e muita gente disse que eu iria desistir assim que eu levasse o primeiro não...
Eu só estou começando!!!!
Love!
Carol Rossetto
Ainda é um tímido começo. Árduo, mas nada que eu pense em desistir, como pensei muitas vezes. Ter um sonho é fácil, levá-lo adiante é a coisa mais complicada do mundo. De repente, pode demorar, mas tudo no fim é mais gostoso...
Como eu disse, a saga "Mensageiro" é uma trilogia. Por enquanto ( se eu não resolver mudar de ideia), mas a principio será. Mas, só quero dizer que o 2º livro está quase pronto. Espero eu, que no final de abril, eu termine.
E, confesso, sempre dá uma dorzinha no coração de terminar qualquer história. Principalmente essa, que demorei 2 anos e meio pra concluir e que está tão diferente do 1º livro.
A essência é a mesma, alguns personagens são os mesmos, mas completamente diferente nas ideias e no pensamento. É um livro mais denso, mais maduro, mais adulto.
O 1º sempre é o 1º e nesse segundo, tudo ficou mais encorpado. Talvez a familiaridade com os personagens tenha ficado mais fácil. Agora, é uma coisa mais séria.
Sabe quando tudo começa com um hobby e quando você vê já está trabalhando de verdade pra aquilo acontecer?
Pois é, e já estou pensando em como será o terceiro. Eu sinto um vazio quando penso em despedidas. Talvez eu não queira me despedir dele...
E podem ir se preparando para coisas diferentes; não sou adepta dos finais felizes.
O Mensageiro dos Ventos virou meu projeto de vida. Logo, ele completa 10 anos. Falta pouco e muita gente disse que eu iria desistir assim que eu levasse o primeiro não...
Eu só estou começando!!!!
Love!
Carol Rossetto
sexta-feira, 19 de março de 2010
Homenagem!
Pois é, aqui estou eu de volta. Depois de um tempo sumida, nada mais justo do que voltar a postar, não é?
Bom, como ainda é março e esse ano completou 14 anos que a banda que deixou o Brasil orfão, acabou. Sim, 14 anos que os Mamonas Assassinas sofreu o acidente fatal, naquele maldito dia 02/03/1996.
Depois daquele dia, nada foi igual. Os dias ficaram mais tristes, mais monótonos. E eu tenho raiva deles. Quem pediu permissão para ir embora assim, sem mais nem menos? Eu não dei.
Só sei que eles fizeram a alegria de muita gente e me considero uma privilegiada por ter feito parte dessa época. De ter conhecido, Dinho, Bento, Júlio, Sérgio e Samuel no auge e cantado a plenos pulmões "Pelados em Santos".
Depois disso, que banda marcante surgiu? Não é exagero meu, mas não consigo citar nenhuma. E há umas duas semanas atrás, tirei do pó, o CD da antiga banda deles. O Utopia,a banda que foi um verdadeiro fracasso, vendeu apenas 100 cópias do seu único CD, mas que deu origem aos Mamonas. Estou escutando todos os dias!
Uma pena que foi um fracasso, o CD é genial e todos eles provaram que também eram bons, mesmo não fazendo besteirol.
Estou nesse momento de saudade. Me transportando há 14 anos atrás, quando tudo era mais feliz e eles ajudavam nessa felicidade. De todo mundo.
É, tem pessoas que tinham a obrigação de serem imortais. Os Mamonas Assassinas, com certeza, seria um desses.
E que Dinho, Bento, Júlio Sergio e Samuel estejam bem aonde estiverem. Um dia, espero sorrir com vocês de novo.
Love!
Carol Rossetto!
Bom, como ainda é março e esse ano completou 14 anos que a banda que deixou o Brasil orfão, acabou. Sim, 14 anos que os Mamonas Assassinas sofreu o acidente fatal, naquele maldito dia 02/03/1996.
Depois daquele dia, nada foi igual. Os dias ficaram mais tristes, mais monótonos. E eu tenho raiva deles. Quem pediu permissão para ir embora assim, sem mais nem menos? Eu não dei.
Só sei que eles fizeram a alegria de muita gente e me considero uma privilegiada por ter feito parte dessa época. De ter conhecido, Dinho, Bento, Júlio, Sérgio e Samuel no auge e cantado a plenos pulmões "Pelados em Santos".
Depois disso, que banda marcante surgiu? Não é exagero meu, mas não consigo citar nenhuma. E há umas duas semanas atrás, tirei do pó, o CD da antiga banda deles. O Utopia,a banda que foi um verdadeiro fracasso, vendeu apenas 100 cópias do seu único CD, mas que deu origem aos Mamonas. Estou escutando todos os dias!
Uma pena que foi um fracasso, o CD é genial e todos eles provaram que também eram bons, mesmo não fazendo besteirol.
Estou nesse momento de saudade. Me transportando há 14 anos atrás, quando tudo era mais feliz e eles ajudavam nessa felicidade. De todo mundo.
É, tem pessoas que tinham a obrigação de serem imortais. Os Mamonas Assassinas, com certeza, seria um desses.
E que Dinho, Bento, Júlio Sergio e Samuel estejam bem aonde estiverem. Um dia, espero sorrir com vocês de novo.
Love!
Carol Rossetto!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Eu queria...
Eu queria...
- Comer sem engordar
- Viajar o mundo inteiro
- Ser reconhecida por causa do livro
- Conhecer o Tim Burton e o Johnny Deep
- Ganhar o Oscar
- Escrever muito
- Casar com o homem que eu amo
- Ser muito, muito feliz
- Ter uma conta bancária ilimitada para gastar aonde eu quisesse
- Terminar minha faculdade sem problemas
- Que certas pessoas me pedissem perdão de joelhos
- Escrever coisas diferentes
- Escrever sempre e mais
- Conhecer novas pessoas e aprender com elas
- Errar menos
- Acreditar menos em quem não deve
- Ter mais calma e paciência
- Que a verdade aparecesse
- Ganhar vários prêmios
- Parar de chorar escondido
- E acreditar que tudo isso, é possível
Love!
Carol Rossetto
- Comer sem engordar
- Viajar o mundo inteiro
- Ser reconhecida por causa do livro
- Conhecer o Tim Burton e o Johnny Deep
- Ganhar o Oscar
- Escrever muito
- Casar com o homem que eu amo
- Ser muito, muito feliz
- Ter uma conta bancária ilimitada para gastar aonde eu quisesse
- Terminar minha faculdade sem problemas
- Que certas pessoas me pedissem perdão de joelhos
- Escrever coisas diferentes
- Escrever sempre e mais
- Conhecer novas pessoas e aprender com elas
- Errar menos
- Acreditar menos em quem não deve
- Ter mais calma e paciência
- Que a verdade aparecesse
- Ganhar vários prêmios
- Parar de chorar escondido
- E acreditar que tudo isso, é possível
Love!
Carol Rossetto
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Parece que foi ontem...
Em meio a tantas chuvas em São Paulo, por causa dela, fiquei parada no metrô durante 3 horas e meia. Um verdadeiro caos. Um caos absoluto, na verdade. Contando, parece irreal, mas eu vi mais ou menos, naquele dia, umas 500 mil pessoas. Sério! ( Se não for isso, meu senso matemático nunca foi bom mesmo ).
Dessas 500 mil pessoas, eu vi duas conhecidas e não deu pra conversar, óbvio. Era salve-se quem puder.
E essas duas pessoas me fizeram pensar. Eu já tenho quase 25 anos.
A primeira era uma menina que crescemos juntas. A mãe dela era amiga da minha, trabalhavam juntas e nós sempre nos víamos. Como o ambiente de trabalho era uma escola, nas horas vagas, nós brincávamos e brigávamos também. Muito. Talvez, eu não gostasse muito dela. Talvez, sim.
Só sei que depois que crescemos, a gente perdeu o contato e nunca fizemos nada pra procurar uma a outra. Simples assim.
Nem com o Twitter, nem com Orkut ou qualquer parafernália dessas. A gente se viu na plataforma do metrô. Um "oi" e "tchau" foi o suficiente pra manter a diplomacia.
O outro foi mais importante, digamos assim. Estudamos juntos quando eu tinha 15 anos. 15 ANOS. Às vezes, eu tenho medo de pensar que já se passaram 10 anos.
Com 15, eu achava que minha vida seria totalmente diferente.
Ele foi o primeiro menino a me pedir em namoro e não aceitei. Não quis mesmo. Eu gostava de outro menino, que obviamente, não gostava de mim. Preferia as meninas mais populares da escola. Eu era meio nerd.
Ele era meio feio, meio nojento, meio mole, mas era legal. Não era a primeira vez que eu o tinha visto depois que terminamos a escola. Ele está bonito, mais magro, mais alto e continua o mesmo menino legal de sempre.
Eu sei que feio ou bonito é relativo e que isso é o que menos importa numa relação, mas não me arrependo.
Eu nunca quis e hj ele está noivo de uma menina mais velha. Ela merece o coração dele. Não eu.
Pensando nos dois, lembrei de que quase ficamos numa festa de amigo secreto, mas eu não quis, pq o menino que eu gostava estava ficando com uma menina na minha frente.
Não dava, milhares de coisas passavam em minha cabeça. Inclusive, tive uma vontade de sumir e nunca mais aparecer.
Lembrei de que quase ninguém foi na minha festa de 15 anos, mas foi a festa mais sensacional que eu tive.
Lembrei que minha vida era ouvir Britney Spears, Backstreet Boys e Five e não ter que me preocupar com mais nada.
Lembrei de que nós ficamos várias vezes de recuperação de Química e o quanto odiávamos o professor.
Lembrei que o Marcos Mion era a sensação do momento e que trocávamos fitas para assistir "Os Piores Clipes do Mundo".
Lembrei que eu tímida demais, a ponto de ficar conhecida como "Muda".
Seja com ela ou seja com ele, foi legal saber que eles estão bem e que a gente se encontrou no meio de um verdadeiro caos. É engraçado.
Mais de 10 anos se passaram e eu tenho a sensação de que eu ainda não fiz nada. As vezes, eu acho que não aproveitei muito ou que eu tenho a obrigação de fazer tudo agora.
Mas, pensando no que eu fiz, no que eu vivi, no que li, no que eu assisti, do que eu conheci, fiz mais do que muita gente.
Tenho medo de envelhecer, sim. Morro de medo. Mas, acho que é normal. Era gostoso, legal. Dá saudades e tristeza por saber que tudo isso não volta mais.
Tenho muitas coisas para serem contadas e relembradas. Por hora, acho que é isso mesmo.
Quem sabe, no silêncio do caos ou no barulho da quietude, eu não encontre mais pessoas que tiveram algum significado para mim, mesmo que insignificante? Elas só estão por aí. Prontas para me fazer refletir.
Love!
Carol Rossetto
Dessas 500 mil pessoas, eu vi duas conhecidas e não deu pra conversar, óbvio. Era salve-se quem puder.
E essas duas pessoas me fizeram pensar. Eu já tenho quase 25 anos.
A primeira era uma menina que crescemos juntas. A mãe dela era amiga da minha, trabalhavam juntas e nós sempre nos víamos. Como o ambiente de trabalho era uma escola, nas horas vagas, nós brincávamos e brigávamos também. Muito. Talvez, eu não gostasse muito dela. Talvez, sim.
Só sei que depois que crescemos, a gente perdeu o contato e nunca fizemos nada pra procurar uma a outra. Simples assim.
Nem com o Twitter, nem com Orkut ou qualquer parafernália dessas. A gente se viu na plataforma do metrô. Um "oi" e "tchau" foi o suficiente pra manter a diplomacia.
O outro foi mais importante, digamos assim. Estudamos juntos quando eu tinha 15 anos. 15 ANOS. Às vezes, eu tenho medo de pensar que já se passaram 10 anos.
Com 15, eu achava que minha vida seria totalmente diferente.
Ele foi o primeiro menino a me pedir em namoro e não aceitei. Não quis mesmo. Eu gostava de outro menino, que obviamente, não gostava de mim. Preferia as meninas mais populares da escola. Eu era meio nerd.
Ele era meio feio, meio nojento, meio mole, mas era legal. Não era a primeira vez que eu o tinha visto depois que terminamos a escola. Ele está bonito, mais magro, mais alto e continua o mesmo menino legal de sempre.
Eu sei que feio ou bonito é relativo e que isso é o que menos importa numa relação, mas não me arrependo.
Eu nunca quis e hj ele está noivo de uma menina mais velha. Ela merece o coração dele. Não eu.
Pensando nos dois, lembrei de que quase ficamos numa festa de amigo secreto, mas eu não quis, pq o menino que eu gostava estava ficando com uma menina na minha frente.
Não dava, milhares de coisas passavam em minha cabeça. Inclusive, tive uma vontade de sumir e nunca mais aparecer.
Lembrei de que quase ninguém foi na minha festa de 15 anos, mas foi a festa mais sensacional que eu tive.
Lembrei que minha vida era ouvir Britney Spears, Backstreet Boys e Five e não ter que me preocupar com mais nada.
Lembrei de que nós ficamos várias vezes de recuperação de Química e o quanto odiávamos o professor.
Lembrei que o Marcos Mion era a sensação do momento e que trocávamos fitas para assistir "Os Piores Clipes do Mundo".
Lembrei que eu tímida demais, a ponto de ficar conhecida como "Muda".
Seja com ela ou seja com ele, foi legal saber que eles estão bem e que a gente se encontrou no meio de um verdadeiro caos. É engraçado.
Mais de 10 anos se passaram e eu tenho a sensação de que eu ainda não fiz nada. As vezes, eu acho que não aproveitei muito ou que eu tenho a obrigação de fazer tudo agora.
Mas, pensando no que eu fiz, no que eu vivi, no que li, no que eu assisti, do que eu conheci, fiz mais do que muita gente.
Tenho medo de envelhecer, sim. Morro de medo. Mas, acho que é normal. Era gostoso, legal. Dá saudades e tristeza por saber que tudo isso não volta mais.
Tenho muitas coisas para serem contadas e relembradas. Por hora, acho que é isso mesmo.
Quem sabe, no silêncio do caos ou no barulho da quietude, eu não encontre mais pessoas que tiveram algum significado para mim, mesmo que insignificante? Elas só estão por aí. Prontas para me fazer refletir.
Love!
Carol Rossetto
Assinar:
Comentários (Atom)
